Me engana, que eu gosto

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Operação - 01

 

por Nilton Ramos

com Agências Câmara e Senado.

Numa previsão otimista, espera-se que a operação Lava Jato, da Polícia Federal que investiga desvio de dinheiro público da Petrobras, já em várias versões pela complexidade dos atos criminosos e montante de dinheiro desviado para diversos fins ilícitos, seja concluída dentro de mais seis meses.

A prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) por obstrução da Justiça, ratificada pelo Supremo Tribunal Federal é o fato da semana política e criminal brasileiros.

Preso pela PF, senador Delcídio do Amaral pode entregar o PT em Colaboração Premiada. Foto: Agência Senado.
Preso pela PF, senador Delcídio do Amaral pode entregar o PT em Colaboração Premiada.  Foto:  Agência Senado.

O senador do Democratas, Ronaldo Caiado chegou a se manifestar em coletiva e pelas redes sociais, sugerindo que fossem realizadas novas eleições no país:

“Apesar de estar em meu primeiro ano de mandato como senador, passei a defender a necessidade de colocarmos nossos cargos à disposição e convocarmos novas eleições gerais no Brasil. Não só presidente, mas também de senadores e deputados”, sugeriu.

Ronaldo Caiado sugeri novas eleições por conta da corrupção. Foto: Redes Sociais.
Ronaldo Caiado quer novas eleições por conta da corrupção.
Foto: Redes Sociais.

E justificou “depois da situação deprimente, deplorável, trágica que assistimos essa semana, com o líder do governo no Senado preso em flagrante tentativa de obstrução à Justiça, não vejo mais como o Congresso e a Presidência da República podem continuar. A credibilidade da classe política junto à população está próxima de zero. É hora de termos coragem de admitir que estamos em uma grave crise de representatividade”, finalizou Caiado.

A prisão do senador Delcídio do Amaral foi deferida pelo STF e ratificada pelo Senado por 59 votos contra apenas 13.

Senador foi pego em gravações pelo filho de Nestor Cerveró, já preso pela PF. As provas contra Amaral são robustas, mesmo após ser ouvido pela Polícia Federal, onde disse que por sua amizade com Cerveró sua ação foi humanitária.

Delcídio do Amaral ofereceu plano de fuga e R$50 mil para a mantença da família do ex-diretor da Petrobras.

Maika, esposa do senador já sinalizou que Amaral deverá aceitar a Colaboração Premiada, e que ele não deve pagar a conta sozinho, se referindo, principalmente ao Partido dos Trabalhadores.

Por sua vez, a executiva nacional do PT, dirigida pelo presidente Rui Falcão indica que o senador será expulso dos quadros do partido.

Na verdade, Delcídio Amaral jamais foi um autêntico petista, daqueles que cravam no pleito a bandeira do partido e defende o PT contra tudo e todos, em quaisquer circunstâncias.

O cerco sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se fecha, pois o líder do partido do Senado, preso essa semana, também era amigo do pecuarista José Carlos Bumlai, também preso pela PF.

SPIN

Culpada por demissões na Usiminas é a crise

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, dois executivos da siderúrgica Usiminas atribuíram à crise econômica a demissão de 4 mil trabalhadores, anunciada para o dia 31 de janeiro.

O presidente da empresa, Rômel Erwin de Souza, e o presidente do Conselho de Administração da Usiminas, Marcelo Gasparino da Silva, foram convocados a pedido do deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), que questionou as demissões, mesmo depois de a Usiminas ter recebido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empréstimos no valor total de R$ 2,3 bilhões, em 2006 e 2011.

Rômel Erwin afirmou que os financiamentos obtidos junto ao BNDES estão em dia. Segundo o executivo, entre 2006 a 2013, o BNDES emprestou R$ 3,7 bilhões à empresa, dos quais ainda faltam ser pagos R$ 674 milhões, pagamento que está dentro do prazo.

Rômel Ewrwin: "A Usiminas foi obrigada-a paralisar a produção primária de aço na unidade de Cubatão em decorrência da queda do mercado e da concorrência do aço chinês." Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara.
Rômel Erwin: ” Usiminas foi obrigada a paralisar a produção primária de aço na unidade de Cubatão em decorrência da queda do mercado e da concorrência do aço chinês.”  Foto:  Gustavo Lima/Agência Câmara.

Para o presidente da Usiminas, a crise atual da economia é muito pior que a de 2008. “A queda no mercado interno é muito maior, o período é mais longo e o mercado externo, por causa da China, está muito mais competitivo”, disse, ao justificar a paralisação de uma unidade da empresa em Cubatão (SP) e as consequentes demissões.

Souza e Marcelo Gasparino disseram que a empresa está sendo obrigada a demitir 4 mil trabalhadores para preservar outros 16 mil empregos gerados pela companhia.

Eles disseram isso ao responder pergunta do deputado Marcelo Squassoni. “Essas demissões vão atingir milhares de pessoas em uma região que já está afetada pelo desemprego e pode ter impacto profundo nos serviços básicos do município de Cubatão”, disse o deputado.

Segundo o presidente da empresa, a Usiminas fez investimentos com a perspectiva de crescimento econômico e de aumento da demanda de aço pela indústria automobilística e naval – para a exploração do petróleo do pré-sal – mas nada disso se confirmou. “A indústria automobilística previa a produção de 5 milhões de unidades e produziu apenas 2,5 milhões”, disse Souza.

O deputado Squassoni defendeu medidas protecionistas para dificultar a entrada, no Brasil, de aço produzido na China, que tem um excedente de 400 milhões de toneladas do produto e está vendendo a preços baixos no mercado internacional.

De acordo com o executivo, nem medidas protecionistas, atualmente, resolvem o problema. “O maior problema é que o mercado interno caiu”, disse. “O problema é que o Brasil parou de crescer”, disse o deputado Carlos Melles (DEM-MG).

Ao ser questionado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o presidente da Usiminas admitiu que a empresa não apresentou ainda ao sindicato dos trabalhadores da unidade de Cubatão (SP) qualquer plano para diminuir o impacto das 4 mil demissões.

“A Usiminas cumpriu a exigência de recolocar os trabalhadores no caso de demissão?”, perguntou Zaratini, mencionando obrigações contratuais previstas no contrato de empréstimo do BNDES.

Segundo o presidente da empresa, o contrato exige que a Usiminas auxilie na recolocação dos trabalhadores demitidos apenas se as demissões ocorrerem em função do investimento feito com o empréstimo. “Não é isso que aconteceu”, disse Erwin.

A parcela de financiamento do BNDES destinada à unidade de Cubatão, que produz 2 milhões de toneladas de aço por ano, segundo ele, foi de R$ 870 milhões, empregados em um laminador de tiras a quente, área que vai continuar a produzir.

A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), acompanhou o depoimento dos dois executivos e não ficou satisfeita. “A Usiminas obteve empréstimos de um banco público, dinheiro do povo brasileiro, e tem obrigações para com os trabalhadores e para evitar uma crise social na região”, reclamou ao finalizar.

Brasileirão/2015

Uma campanha indiscutível é a conquista do hexacampeonato para o Corinthians. O Atlético até que tentou, e por quase toda a disputa, perseguiu o time paulista, de perto, mas na reta final perdeu pontos preciosos.

A vaga na Libertadores/2016 os títulos da Recopa, da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro não serviram para manter o emprego do técnico Levir Culpi.

Técnico Levir Culpi muito emocionado durante a coletiva ao falar de sua saída. Foto: Site Atlético.
Técnico Levir Culpi muito emocionado durante a coletiva ao falar de sua saída.  Foto:  Site Atlético.

Decisão equivocada da diretoria alvinegra? Ou já há a certeza de um substituto que consiga mais que Culpi?

América/MG

Enquanto o Botafogo comemora a volta à divisão especial do Brasileiro e a conquista do título da Série B, os mineiros festejam a acesso do América, que chegou a liderar, segurou a vice-liderança, mas com sufoco, estará entre os melhores na próxima temporada.

Acertando…

O Supremo Tribunal Federal deferiu a prisão temporária do senador Delcídio do Amaral essa semana pela PF. E em seguida, o Senado ratificou a decisão do STF de forma acachapante.

Cármen Lúcia, ministra do STF

Nilton Ramos
Bacharel em Direito; Pós-Graduado em Direito do Trabalho Lato Sensu; humanista e fundador-presidente da ONG CIVAS – BRASIL.

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