Blasfêmia ! Charlie Hebdo culpa Deus por ataque terrorista

Date:

Operação - 01

by Nilton Ramos

Este início na prática, do ano, com a primeira semana de 2016, tem um começo um tanto quanto trágico e de se lamentar por todos os aspectos.

Numa análise objetiva, em não mais que duas frentes, tomamos conhecimento do inevitável fechamento daqueles que chamam de ‘o maior jornal dos mineiros’, o Estado de Minas.

Na outra, vem da Europa, mais precisamente de Paris (França), e protagonizada pela primeira edição um ano depois  do atentado à redação do jornal satírico Charlie Hebdo.

Sou defensor da liberdade de opinião. Não consigo engolir a censura à todos os tipos de manifestações, artística, cultural e política.

Entretanto, como cristão, não vejo com bons olhos a satirização do nome de Deus, não me importa em que canto da Terra seja. 

Isso certamente não pode ser atitude a merecer respeito, e muito menos ser levada adiante sem que se combata.

Combatemos a incredulidade, o absurdo, da mesma forma com que repudiamos quando o Charlie Hebdo publicou em sua mais recente edição que “Deus é o culpado pela desgraça e matança” há doze meses, quando dois terroristas extremistas invadiram a sede da revista, e mataram seus principais chargistas.

Charge de Riss que estampa edição especial de um ano do ataque ao Charlie Hebdo. Foto: Reprodução/Twitter@JFGuyot.
Charge de Riss que estampa edição especial de um ano do ataque ao Charlie Hebdo.  Foto: Reprodução/Twitter@JFGuyot.

Desta forma, os chargistas estariam se igualando aos extremistas. Mas é fundamental que o homem busque se esforçar para compreender a lei da causa e efeito.

O que se semeia, se colhe. Se planta a paz, não há de se colher a guerra.

Entendam:

“A capa do jornal Charlie Hebdo, um ano depois dos atentados de 7 de janeiro, publicada ontem pelo Antagonista mostra Deus — o Deus de todas as grandes religiões monoteístas –, com uma Kalashnikov a tiracolo, barba, mãos e pés com marcas de sangue, sob o seguinte título: “Um ano depois, o assassino ainda está solto”.

“O diretor do jornal, Laurent Sourisseau, conhecido como Riss, assina um editorial forte, alguns definiram raivoso, em que defende a laicidade, contra os “fanáticos embrutecidos pelo Corão e os carolas de outras religiões que desejaram a morte do jornal por ousar rir das religiões”.

“Riss escreve que “as convicções dos ateus e dos laicos podem mover ainda mais montanhas que a fé dos crentes (…) Em 2006, quando Charlie publicou as caricaturas de Maomé, ninguém pensava seriamente que um dia tudo acabaria em violência. (…) Víamos a França como uma ilhota laica, onde era possível brincar, desenhar, rir, sem se preocupar com dogmas, com iluminados.”

E continua no ataque:

“Desde essa época, muitos esperavam que um dia alguém viesse nos colocar no nosso devido lugar. Sim, muitos esperavam que nos matassem. MA-TAS-SEM. No início de cada ano, nós nos maravilhávamos de ainda estarmos vivos.” 

Riss relata que “Naquela manhã, depois do barulho ensurdecedor de sessenta tiros em três minutos na redação, um imenso silêncio invadiu o lugar. Eu esperava ouvir lamentos, gemidos. Mas não, nenhum som. O silêncio me fez entender que eles estavam mortos. E quando, enfim, um bombeiro me ajudou a me levantar, e depois de passar por cima de Charb, estendido ao meu lado, eu me proibi de olhar para trás, para não ver os mortos de Charlie. Para não ver a morte de Charlie”.

Ele termina:  Será Charlie a vê-los morrer.”

Na imprensa brasileira também já se tem essa prática imperdoável, que alcança nossas casas porque já chegou à tv, nos programas humorísticos.

Estaríamos vivendo uma crise de identidade, a escassez de profissionais criativos, incapazes de produzir algo de qualidade, sem ofender a sexualidade e a religiosidade das pessoas?

Eles não conseguem sair do mesmo clichê, pois quando não abusam do nudismo, do preconceito, o tema de piadas é a religião.

Mais importante do que a religiosidade das pessoas, está a resposta para todas as perguntas,  e ela é Deus. 

Se os editores do Charlie Hebdo ainda clamam pela responsabilização dos assassinos por parte dos homens, por certo, se ainda não veio, virá; e mais justa ainda será a colheita de cada um deles pelo que semearam. 

ESTADO DE MINAS – Quanto ao jornal Estado de Minas, pertencente ao grupo Diários Associados, que inclui a TV Alterosa e o jornal Aqui, de  Assis Chateaubriand, está com os dias contados.

Funcionários das empresas reclamam salários e direitos trabalhistas atrasados. 

Em uma recente manifestação, os empregados foram oprimidos pela polícia, a pedido dos patrões do complexo de comunicação mineira.

Numa publicação de Ângela Carrato, a jornalista mostra, com riqueza de detalhes todo o caminho percorrido pelo grupo que o levou ao fundo do poço.

Carrato narra que os herdeiros de Assis Chateaubriand contaram durante décadas com o dinheiro dos governadores de Minas, e houve período em que até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando presidente, ajudou a manter o parque gráfico do jornal com a liberação de verbas públicas para mídias institucionais.

O grupo contava com a vitória de seu maior aliado, Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014, mas ela não veio.

Senador Aécio Neves (PSDB-MG) não foi a luz no fim do túnel. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress.
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) não foi a luz no fim do túnel.
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress.

Enquanto os proprietários gastavam numa vida de luxo, sem investir no complexo, e não honravam as dívidas trabalhistas com seus funcionários, o barco se afundava cada vez mais.

SPIN 

O Diário Oficial da União (DOU) publica na sua edição desta segunda-feira, a exoneração de 60 mil funcionários públicos contratados sem concurso em Minas Gerais, e obriga o estado a extinguir 67 cargos na Administração mineira. 

Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais, projetado por Oscar Niemeyer. Foto: Bruno Magalhães. Foto: Bruno Magalhaes / Nitro
Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais, projetado por Oscar Niemeyer. Foto: Bruno Magalhães.

Talvez não fosse justo imputar responsabilidade aos empregados demitidos, depois de longas batalhas judiciais, por outro lado, a responsabilidade cabe àqueles que o contrataram em desobediência à Carta Política de 1988. Esses sim, é que deveriam assumir a culpa, e mais, sugiro que os 60 mil desempregados nesse ano que se inicia, façam manifestações em frente à casa de cada um desses corruptos, que certamente se beneficiaram politicamente por todas essas contratações.

Advocacia do Estado foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início do ano passado para buscar a ratificação da lei complementar nº 100/2007, apesar de sua ofensa aos preceitos Constitucionais, e justiça foi feita.

Nilton Ramos
Bacharel em Direito; Pós-Graduado em Direito do Trabalho Lato Sensu; humanista e fundador-presidente da ONG CIVAS – BRASIL.

Compartilhar :

Assinar

spot_imgspot_img

Popular

Relacionados
Relacionados

Relator apresenta plano de trabalho da CPI da Braskem

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da...

Cartilha ajuda a identificar atrasos no desenvolvimento de crianças

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com...