Iniciado movimento pró-impeachment

Date:

Operação - 01

by Nilton Ramos

 

O procurador federal, Deltan Dallagnol disse ter testemunhado nesta quarta-feira,  que o criador do Capitão Nascimento, Luiz Eduardo Soares, cientista político e antropólogo, afirmou que é preciso “preservar a Lava Jato”, pois ela é a “pequena escotilha que pode nos fazer ver um futuro diferente e mais promissor.”

Dallagnol faz parte da força tarefa que envolve a Polícia Federal e o Ministério Público Federal na operação Lava Jato, que investiga ações de uma organização criminosa que desviou mais de R$7 bilhões da Petrobras.

O procurador Deltan Dallagnol é um "caçador' de corruptos. Foto: Redes Socais/Reprodução.
O procurador Deltan Dallagnol é um “caçador’ de corruptos.
Foto: Redes Socais/Reprodução.

O procurador da República comentou sobre a  nova Medida Provisória da Leniência, lançada pelo Governo no apagar das luzes de 2015, faz o contrário. Segundo explicou, a MP ataca mecanismos usados para investigar na Lava Jato, e assume uma política de isenção de grandes empresas financiadoras das campanhas. A mensagem passada é que elas são muito grandes e poderosas para serem punidas, o que revela uma captura do Estado pelos interesses econômicos.

Com informações do ‘Estadão’, Deltan Dallagnol contou que Luiz Eduardo Soares disse qual deveria ser a saída nessa batalha contra a corrupção e crise política: “Minha bandeira é preservar a Lava Jato. Temos um momento de inflexão na história do Brasil. E qualquer “acordão”, qualquer esforço no sentido de obstruir a Lava Jato e acabar com esse processo deve ser combatido com toda a energia. Se há o caos e a crise, por outro lado há a Lava Jato. Esse é um fato histórico e tem uma implicação importante. Os pobres e os que conhecem a desigualdade nunca acreditaram na Justiça e na ideia de igualdade porque isso nunca ocorreu no Brasil. A polícia funciona para prender os pobres, os presídios para abrigá-los. É a marca da nossa história. E, nesse momento, temos a iniciativa da Justiça e da Polícia Federal que intervêm nas esferas do poder – algo inusitado e extraordinário. Haverá uma cisão do País – antes e depois da Lava Jato. Esse momento é decisivo. Preservar de todas as maneiras esse processo é a brecha, a pequena escotilha que pode nos fazer ver um futuro diferente e mais promissor,” disse. 

Luiz Eduardo defende o momento em nome de um novo rumo para o país. Foto: Estadão.
Luiz Eduardo defende investigações em nome de um novo rumo para o país.
Foto: Estadão.

Pelo menos 50 envolvidos e/ou beneficiados pela ação criminosa da organização, já foram julgados e condenados, a maioria pelo juiz do Paraná, Sérgio Moro.

Entretanto, as investigações prosseguem, e entre parlamentares na mira da PF e do MPF, o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, e o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, ambos do PMDB.

SPIN

Aproxima de 2 milhões de assinaturas, o movimento em favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT) nas redes sociais. 

O movimento justifica a deposição da presidente, afirmando que os brasileiros não aceitam mais as mentiras , crise ética/moral, corrupção generalizada, o desemprego crescente, a inflação alta, as pedaladas fiscais, o mensalão e petrolão, aumento de impostos ,  luz e gasolina mais caras, cortes de investimento na saúde, educação e segurança.

pro-impeachment

A página disponibiliza uma petição para que os favoráveis ao impedimento da presidente assinem e pode ser acessada no http://www.proimpeachment.com.br/ 

Nilton Ramos
Bacharel em Direito; Pós-Graduado em Direito do Trabalho Lato Sensu; humanista e fundador-presidente da ONG CIVAS – BRASIL.

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