Andrade Gutierrez também tinha um departamento de propina

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Executivos afirmaram em delações recentes que a empreiteira possuía uma tesouraria administrada pelo doleiro Adir Assad

A Odebrecht não era a única empreiteira a ter um departamento inteiro reservado apenas para a administração de propinas e caixa dois. Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, ex-executivos da gigante Andrade Gutierrez afirmaram, em delações recentes à Operação Lava Jato, que a empresa também apresentava uma tesouraria com os objetivos escusos, administrada pelo doleiro Adir Assad, preso desde agosto de 2016 e também citado nas delações da Operação Calicute – que resultou na prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Segundo os ex-funcionários, todo o dinheiro gerenciado nessa área da empresa, em espécie, contava com contratos falsos com empresas de fachada do doleiro. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, após investigações, chegou à conclusão de que os cofres ilícitos da Andrade Gutierrez chegaram a somar mais de 176 milhões de reais, adquiridos por recibos falsos. Acredita-se que pelo menos essa quantidade de dinheiro vivo tenha circulado na tesouraria ilegítima da empresa.

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