Belo Horizonte tem três ataques a ônibus nesta sexta-feira

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Em 34 dias, foram registradas seis ocorrências de ataques a coletivos. O número já corresponde a 75% de todo o ano passado, quando aconteceram oito registros

A onda de ataques a ônibus em Belo Horizonte assusta usuários, moradores e coloca em risco a vida dos empregados que trabalham no veículo. Em 34 dias, foram registradas seis ocorrências de ataques a coletivos. O número já corresponde a 75% de todo o ano passado, quando aconteceram oito registros, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH). Somente nesta sexta-feira, foram três carros incendiados e, de acordo com a Polícia Militar (PM), dois têm relação entre si: um no Bairro Serra Verde e outro no Minascaixa, em Venda Nova. Oito pessoas, entre elas cinco adolescentes, foram detidos. O terceiro caso aconteceu na Região do Barreiro e ainda não se sabe os motivos.

A primeira ocorrência de Venda Nova foi logo no início da manhã. Por volta das 6h14, o um veículo da linha 641 (Estação Vilarinho/Serra Verde) estava parado no ponto final, localizado na Avenida Leontino Francisco Alves, no Bairro Serra Verde, quando os criminosos chegaram. Segundo o boletim de ocorrência da PM, a cobradora informou que dois homens entraram no coletivo e um deles pulou a catraca e foi para a parte traseira. Em seguida, começou a despejar um líquido que estava dentro de um galão no piso e nas poltronas.

O outro criminoso ordenou que ela pegasse os pertences pessoais dela e do motorista e depois descesse do veículo. Em seguida, jogou o líquido que estava em um segundo galão no piso e nas poltronas da frente. Depois, ateou fogo. Os dois fugiram e entraram em um veículo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e ajudou a conter as chamas.

Segundo a PM, enquanto os militares aguardavam os trabalhos da perícia, um novo ataque foi registrado na Avenida Salamanca, no Bairro Minas Caixa. Segundo o condutor, vários indivíduos deram ordem para ele descer ndo ônibus e depois atearam fogo. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para conter as chamas.

Durante as buscas pelo bairro, os policiais conseguiram identificar cinco pessoas correndo das viaturas com galões nas mãos. Os primeiros a serem detidos foram três adolescentes, dois de 16 e um de 15 anos. Depois, foi encontrado Lincoln Alexander do Carmo, de 18, que chegou a pular o muro de uma casa. Além dele, Hebert Pinheiro da Sialva, de 19, e Nilson Miguel dos Santos Junior, 31, foram levados para a delegacia, assim como outros dois menores

Segundo a PM, na delegacia eles afirmaram que os ataques estão relacionados com a morte de um colega, identificado como Emerson, vulgo Coisa Ruim, que morreu durante uma operação da Polícia Militar no Morro do Borel, em Venda Nova. Comerciantes também relataram que foram ameaçados para fechar as portas dos estabelecimentos.

Barreiro


O primeiro caso desta sexta-feira foi registrado por volta da 0h20 na Rua Elvira Vianna Doti, no Bairro Solar do Barreiro. De acordo com a PM, o motorista do coletivo da linha 328 B (Estação Barreiro/Cardoso B) contou que dois homens deram sinal para embarcar. Quando o veículo parou, o condutor notou que um deles havia tampado a cabeça e estava armado com o que parecia ser uma pistola. Eles mandaram o condutor e os dois passageiros descerem e incendiaram o coletivo com um líquido inflamável. A perícia esteve no local. Segundo a PM, nos últimos dias não há registro de confronto entre gangues, operação policial ou morte que possa ter gerado a ação criminosa, em forma de represália. As causas do ataque ainda são investigadas.

Ataques em BH

Somente neste ano, foram registrados seis ataques a ônibus. Os primeiros aconteram nos quatro primeiros dias de 2017, mas, segundo a PM, não tinham ligação. De acordo com o SetraBH, oito veículos foram destruídos em 2016, nove em 2015, oito em 2014, seis em 2013, trêss em 2012, seis em 2011 e três em 2010. “Os atos de vandalismo prejudicam os usuários das linhas com a redução forçada temporária de veículos em circulação. Nos cálculos do sindicato, um veículo queimado ou depredado deixa de atender, em média, cerca de 500 usuários por dia útil”, afirmou por meio de nota.

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