Toma vergonha Globo

Date:

Operação - 01

 

por Nilton Ramos

Uma semana de debates nas redes sociais por conta das tragédias de Mariana, em Minas Gerais, no rompimento das barragens e os atentados em Paris, reivindicado pelo Estado Islâmico, que matou dezenas de pessoas.

Nas redes sociais um debate à parte. De um lado, perfis estampam as cores da França em solidariedade às vítimas.

Noutra parte, em um ato nacionalista, patriótico, aqueles que não aderiram à iniciativa, e argumentam que não deveremos nos esquecer da nossa própria tragédia, Mariana, cidade mineira, próximo à Belo Horizonte.

Somos tão pequenos e ainda não aprendemos a viver em uma democracia, respeitando as opiniões diferentes das nossas.

As redes sociais, com destaque para o face e o twitter são uma importante ferramenta de comunicação, e bem utilizada, por ela, o conhecimento é democratizado.

Tem sido uma constante afirmações “o face é meu, posto o que quero.” Por certo, e sempre observando o legalismo, sem, é claro, agir às margens da lei.

Ninguém é obrigado a seguir ninguém. A responder positivamente a uma solicitação de amizade no face, por exemplo, ou mantê-la em seu rol de ‘amigos.’

Todavia, também notamos pessoas que se colocam como superiores às outras, a ponto de ameaçar excluir e/ou bloquear essa ou aquela pessoa por postar assuntos como os discutidos aqui, por não agradá-los.

Afinal, bom e interessante são apenas os meus posts? Ou que dizem respeito às minhas ideologias?

Não poderia, por óbvio, ser favorável à difusão de imagens que fazem apologia à violência, à pornografia, entre outras. Pelo contrário, nossos valores humanistas não se calam e/ou muito menos nos deixam curvar diante de um ato ilícito, como a prática da violência e da corrupção.

A intolerância tem tomado proporções gigantescas. A imprensa desse país, a maioria controlada ou defensora de algum grupo político, tem sido cobrada a defender o mais fraco no embate com o poder dominante, do capitalismo.

Por essas e outras que as pessoas que pensam com a própria cabeça não ‘engolem’ a Rede Globo.

Exemplos os fatos de Paris e de Mariana.

Ter qualidade técnica e poder financeiro não são
sinônimos de jornalismo livre e ético, pois o que a repórter Isabela Scalabrini fez nesta reportagem em Mariana é um atentado à dignidade.

Cinegrafista desliga a câmera durante entrevista. Foto: Reprodução/Rede Globo.
Cinegrafista desliga a câmera durante entrevista.  Foto:  Reprodução/Rede Globo.

Jornalista mineira, de décadas de Globo usa como desculpa que “o disco de gravação’ teria acabado, mas isso não convence. Desculpa esfarrapada, pois inaceitável acreditar que se vai para cobrir um evento de tal natureza com a equipe totalmente despreparada. 

Quando de um lado está o povo e do outro as grandes empresas, como a Samarco e a Vale, entre outras, eles sempre protegerão aqueles que lhes rendem milionários investimentos. 

A repórter ainda tenta disfarçar o absurdo. Foto: Reprodução/Rede Globo.
A repórter ainda tenta disfarçar o absurdo.  Foto:  Reprodução/Rede Globo.

Mais grave ainda, a repórter Isabela Scalabrini foi desrespeitosa e petulante; o cinegrafista ao tentar intimidar uma pessoa (moça) do povo que questionou e gravou pelo seu telefone celular uma das maiores vergonhas e violências contra a democracia já cometidos pela Globo.

 Atitudes como essas devem ser denunciadas. Isso não é jornalismo. Quero ver no ‪#‎JN um editorial se desculpando com o povo.

 #‎TomaVergonhaGlobo‪#‎JornalismoLivre  

Nilton Ramos
Bacharel em Direito; Pós-Graduado em Direito do Trabalho Lato Sensu; humanista e fundador-presidente da ONG CIVAS – BRASIL.

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